Em 7 de julho de 1979, Roberto Burle Marx concedeu uma entrevista na qual apresentou sua visão sobre o futuro das cidades e a relação entre desenvolvimento urbano, natureza e qualidade de vida.
Reconhecido internacionalmente por transformar jardins e espaços públicos em obras de arte vivas, Burle Marx defendia que a paisagem deveria ocupar um lugar central nas decisões sobre o crescimento urbano.
Para o paisagista, preservar a vegetação e ampliar as áreas verdes não era apenas uma questão estética, mas um direito de toda a população.
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E se Burle Marx fosse prefeito? O registro histórico apresenta uma pergunta provocadora: o que Roberto Burle Marx faria se fosse prefeito do Rio de Janeiro? A resposta conduz a um debate mais amplo sobre o direito de cada cidadão à cidade, à paisagem, ao contato com a natureza e a espaços públicos ambientalmente equilibrados. |
Ao analisar as transformações urbanas, Burle Marx chama a atenção para a necessidade de integrar a vegetação e os espaços livres ao planejamento das cidades. Em sua visão, as áreas verdes não deveriam ser tratadas como elementos secundários, mas como parte fundamental da qualidade de vida da população.
O paisagista também relaciona a preservação da natureza ao direito à paisagem, defendendo que os espaços urbanos devem proporcionar convivência, bem-estar e contato com o meio ambiente.
Décadas depois, essas preocupações ganharam ainda mais relevância. O crescimento urbano desordenado, a impermeabilização do solo, a redução da vegetação e os efeitos das mudanças climáticas reforçam a urgência de repensar a forma como os municípios são planejados, ocupados e cuidados.
Paisagismo como instrumento de transformação
Para a AVIVE — Associação Vila Que Te Quero Verde, recuperar essa reflexão também significa reafirmar a importância do paisagismo como instrumento de qualidade de vida, preservação ambiental e transformação dos espaços urbanos.
Mais do que uma questão estética, o paisagismo contribui para ampliar as áreas permeáveis, reduzir as ilhas de calor, preservar a biodiversidade e criar espaços públicos mais acolhedores e adequados à convivência.
A presença de árvores, jardins, praças e canteiros bem cuidados também fortalece a relação das pessoas com o lugar onde vivem e amplia a percepção de que a paisagem urbana é um patrimônio coletivo.
Uma reflexão que atravessa gerações
A visão de Roberto Burle Marx continua sendo um convite para que o poder público, as organizações da sociedade civil, as empresas e a população reconheçam a paisagem como patrimônio coletivo e direito de todos.
Preservar e ampliar os espaços verdes é uma medida fundamental para construir cidades mais saudáveis, acolhedoras, resilientes e preparadas para os desafios ambientais do presente e do futuro.
Entrevista disponibilizada pelo canal Memórias Brasileiras no YouTube.
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Fontes e créditos
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Publicação que inspirou esta notícia:
Instagram: Crédito informado na publicação: Canal Memórias Brasileiras/YouTube e Arquivo Nacional. |





